Deixará o homem o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher e se tornarão os dois uma só carne. (Gêneses 02:04 - Efésios: 05:31) Convites para Pregações, Conferências e Estudos Bíblicos:

Atenção: PROIBIDA A VENDA DESTA APOSTILA. PERMITIDA A REPRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.

"DAI DE GRAÇA AQUILO QUE DE GRAÇA RECEBESTES" (MATEUS 10:08-B)

  CASAMENTO

DESAFIO A SER ENFRENTADO

Quando um casamento não tem conserto? Uma mulher jovem com a qual conversava contou-me:

•  Há dois anos nosso casamento podia ter sido salvo, mas agora não tem mais conserto. Toda a confiança foi traída. O amor morreu. Antes, podia ter havido esperança. Agora? Nenhuma!

•  Quando começou o afastamento entre vocês?

•  Perguntei.

•  Ah, não posso mesmo dizer - ela replicou. Creio ter começado a notar que as coisas não corriam bem conosco quando, de repente, deixamos de conversar. Estávamos zangados, mas quem se importava com isso? Aquilo foi crescendo cada vez mais; agora já não tem mais conserto!

Como é fácil e rápido o afastamento de um casal!

Logo que os dois se juntam, forças internas e externas começam seu jogo para os separar.

E como tudo mais no universo, todo casamento tende a parar de funcionar. Eis por que deve estar em constante reparo.

Mas como evitar a divisão? Como reparar sempre um casamento?

Pois bem, ha um modo de impedir a separação e detectar seus sinais de perigo: Fique atento aos sintomas de afastamento entre vocês que possam indicar-lhe a formação de uma barreira. Então dialogue sobre isso com medidas extras de compreensão. Que um e outro compreendam como é de fato importante o amor mútuo. Parem para avaliam aquelas coisas que lhes sejam importantes.

Se isso tudo falha?

Então peçam ajuda. Falem com seu Pastor Consultem um conselheiro conjugal. Deixem-no ajudá-los.

A maioria de nós vai depressa a um dentista se o dente dói, a um mecânico quando o carro enguiça ou a um médico quando surge uma dor. Por que não procurar ajuda quando o casamento está ameaçado?

Quais são os sinais de perigo?

 

01) Quando vocês percebem estar se afastando dos seus problemas, ao invés de os resolver.

Naturalmente, vocês sempre tiveram e enfrentaram dificuldades no convívio a dois Esqueçamos a falsa propaganda que insiste: "Num casamento feliz não há conflitos, problemas ou discordância irritantes - nele a raiva não tem vez".

A Seara n°313, Jul/91

 

Se tais casamentos se realizam no céu, lá eles ficam. Certamente não aparecem aqui na terra.

Qualquer casamento de dois seres humanos terá problemas, porque nós, os humanos somos problemas. Velhas enfermidades e ensinamentos infeccionam qualquer casamento, em ambas as partes.Daí, naturalmente, ocorrem conflitos. A incompreensão e as desavenças são inevitáveis. A raiva está sempre à porta.

Um casamento - como qualquer coisa viva, - está em constante perigo de deterioração. Ele precisa manter-se sempre em conserto!

 

02) Quando vocês não podem comunicar-se e ambos se congelam em incômodos e obstina0dos silêncios, só quebrados por palavras hostis ou provocações irônicas.

Mais como abrir-se para a comunicação?

Aprenda a escutar. Escutar é noventa por cento de uma boa comunicação. Não apenas a metade. É uma arte. E qualquer arte tem de ser aprendida e praticada. Todo tempo. Muita gente já acha difícil escutar meio tempo, e, ainda assim, com apenas a metade de atenção.

Escutar, genuína e atenciosamente tornou-se tão incomum que encontrar um ouvinte quase chega a alterar a corrente se seu pensamento como a mulher cujo marido deixa o jornal para fixar nela sua atenção.

-Deixe disso - ela diz, ríspida. Você está ouvindo de propósito, só para me confundir.

Na verdade, escutar é o maior dos elogios; ignorar, o maior dos insultos. Para tornar-se humano cada um precisa de ouvintes, e para ser humano é preciso aprender a escutar.

Você sabe escutar? Ou seus olhos se desviam, revelando que seus interesses estão em outra parte? (um bom ouvinte ouve também com os olhos, você sabe).

Você deixa as palavras e idéias dos outros bailando no ar, enquanto planeja seu próximo comentário, forjando alguma idéia sábia com que deixá-los pasmado na primeira oportunidade?

Você interrompe os outros ou, pior ainda, fica de vigia, procurando terminar a frase de um amigo, ou ajudá-lo se ele tropeça num termo?

Você faz uma devassa, interroga, torna a interrogar, sugerindo assim impaciência ou superioridade?

Ou pode realmente escutar? Você pode ir além das palavras e frases para apanhar idéias? E, além das idéias, os sentimentos? Além das expressões, o propósito é verdadeiro?

Isso é escutar. Com amor pelos outros.

O amor é um ouvinte afetuoso!

Já experimentou isso? Já conversou com alguém que ouviu com tal interesse e atenção o que você procurava dizer que isso induziu você a falar? Que trouxe à tona o que havia de melhor em você? Que ajudou a esclarecer seus pensamentos pela própria qualidade desse ouvinte?

Ou você começou a ventilar suas agonias interiores, a queixar-se amargamente contra as circunstâncias, porém o amor compreensivo de seu amigo, com a atenção concentrada, fê-lo ver as coisas a uma nova luz e, ao invés de receber uma dose de amável simpatia você simplesmente descarregou seu problema?

Esse é o poder de escutar com amor.

Nada é tão necessário. Especialmente para as pessoas com problemas, o que nos inclui quase todos nós.

Lembra-se de quando você esteve envolvido numa tragédia pessoal? Gostaria que alguém conversasse com você? Que lhe dissesse umas palavras se simpatia? Ou um sermãozinho de encorajamento?

E as pessoas que não se importavam o bastante com você para ouvi-lo, feriram-no profundamente.

Pouco se importava você com as coisas bonitas que falaram ou com fluência soltavam seus "mantenha-se firme, nem tudo é assim tão preto, olhe para o lado bom, afinal podia ter sido pior" nunca esqueço um momento trágico em minha vida, quando precisava de ajuda e fui ter como um velho amigo para me aliviar um pouco daquele sofrimento. Depois de três frases, ele me interrompeu para me fazer um discursinho frouxo, meio adocicado. Mas quando mais falava, mais se distanciava do caso. Tive vontade de agarrá-lo pela lapela e dizer: "Escute aqui. Não preciso desse belo ramalhete de palavras. Preciso de você!"

Mas quem sou eu para criticar? Quantas vezes dei a um amigo necessitado a pedra do conforto eloqüente quando ele precisava do pão da compreensão humana? Não importa quão polida, perfeita e multifacetada seja a pedra: ela não alimenta, você não pode comer diamantes. Mesmo que sejam muitíssimo valiosos.

Amar é escutar. Gostar se alguém é ouvi-lo

O amor é a abertura de sua vida a outrem.

Mediante interesse sincero, atenção simples, ouvir com sensibilidade, compreensão compassiva e honesta participação.

Um ouvido aberto é o único sinal crível de um coração aberto. Você aprende a compreender a vida - aprende a viver - à medida que aprende a escutar.

Ouvir é a chave da verdade amizade, lealdade e compreensão entre todas as pessoas em quaisquer relações: pai-filho, empregado-patrão é mais importante que tudo, marido-mulher.

A Seara n° 313, jul/91.

 

A comunidade começa pelo ouvir. E ela se desenvolve com a compreensão autêntica.

Para o marido e a mulher, a compreensão é o passo decisivo no sentido de serem um casal ajustado. Se você encontrou ou não o companheiro certo isso não é o que importa para a felicidade no casamento. O passo decisivo é sua disposição de ser a pessoa certa para seu parceiro.

No seu livro To Understand Each Other (publicado em português sob o título "Harmonia Conjugal"), Paul Tournier salientou que "quando um marido se queixa: 'ela não me compreende ' ou 'não posso compreender essa mulher' está só dizendo, em resumo: "Não acho que ela me aceita", ou "Não posso aceitar minha mulher'. Mas o empenho por compreender, amar e aceitar pode ser o começo para mudar tudo isso".

 

O terceiro sinal de perigo surge:

03) Quando você permite que as atitudes e ações do outro o irritem, alienem e infeccionem o seu íntimo. Então você começa a permitir que elas se acumulem dia a dia. À noite, você vai dormir com esses sentimentos, recusando-se a fazer as pazes, esquecido da proibição Bíblica: "Não se ponha o sol sobre a vossa ira" (EF. 04:26).

Isso exige uma verdadeira mudança de tática.

Comece a esforçar-se por dissolver suas frustrações com o amor:

Mediante uma franca abertura.

Abram-se honestamente um com o outro. Conversem sobre os problemas e sucessos. Não conte com o outro para ler seus sentimentos. Não diga: "Ele sabe que estou zangada. Por que não pede desculpas?"

Após alguns anos de casamento, a falta de comunicação verbal pode torna-se bastante comum, mas é importante para resolver problemas. Você tem de discuti-los, ventila-los. E falar deles com Deus. Os dois. Juntos ! abram-se com Deus e um com o outro.

A franqueza é o escoadouro do amor. Amar é abrir sua vida a outrem. A confiança que põe a vida a descoberto ante o outro. Sim, exige esforço, não é verdade? A força do amor que Deus supre através de Jesus Cristo. O poder de Cristo para amar.

A Bíblia descreve esse amor entre o homem e a mulher desta forma:

"O marido deve cuidar da esposa com o mesmo carinho com que trata o seu corpo, porque o amor que lhe dedica é uma extensão do amor por si próprio. Ninguém odeia ou despreza o seu próprio corpo; pelo contrario, alimenta-o e cuida dele. Mas, lembrai-vos bem, isso significa que o marido tem de nutrir pela esposa o mesmo amor que Cristo nutriu pela Igreja, ao sacrificar-se por ela. Na prática, tudo o que tenho dito se resume a que o marido ame a esposa, como se ama a si próprio, e que a esposa reverencie o marido "(Ef. 05:28,29,25,33- Philips- Cartas às Igrejas novas).

O fundamento desse amor é uma profunda comunhão. Comunhão selada e cimentada por uma lealdade total.

A verdadeira lealdade é penhor de fidelidade incondicional de um para com o outro, em pensamentos, planos, ações e atitudes. É um compromisso que deve ser demonstrado pela plena aceitação do outro "até que a morte nos separe". A lealdade é uma questão de prioridade. E a promessa do marido e da mulher se amarem é, pela própria natureza, exclusiva, o que elimina qualquer competição. Ele e ela estão no primeiro plano e sabem disso! Essa segurança de primazia da lealdade é a fonte da verdadeira segurança.

Nós sempre anelamos pela segurança que advém de pertencermos a alguém que nos ama como retribuição ao nosso amor. Desejamos ardentemente a alegria que podemos sentir quando levamos a felicidade a alguém que amamos. Precisamos da segurança que a intimidade, a abertura honesta e a aceitação nos conferem. E a segurança só é possível onde há fidelidade. União, lealdade e segurança dependem inteiramente de fidelidade de um para com o outro.

O falecido teólogo suíço Emil Brunner escreveu certa vez: "O casamento não se baseia tanto no amor quanto na fidelidade".

Essa fidelidade repousa sobre uma lealdade de vida, sem reservas ou hesitação.

É mais do que fidelidade sexual. É ser fiel nos pensamentos bem como nos atos. Fidelidade em preencher as mais profundas necessidades emocionais e espirituais do outro; fidelidade em diluir ou resolver os inevitáveis mal-entendidos e conflitos.

Tal casamento só é possível quando cimentado e solidificado por Amor Perdoador.

Marido e mulher que descobrem os mais profundos níveis de intimidade são os que dão um ao outro a completa e incondicional aceitação de perdão maior. Eles pagam alegremente o preço do perdão total, sabendo que isso traz uma unidade que na verdade complementa e completa. Na resolução dos conflitos futuros, a felicidade prevalecerá. As dificuldades da vida, devidamente enfrentadas, aproximarão um do outro.

Uma pessoa disse: "Uma boa dificuldade no seu casamento pode ser maravilhosa. Quando você a aceita como um desafio e a resolve, as coisas que querem afastá-los desaparecem da cena".

Por que? Porque você está trabalhando pelo seu casamento.

Mantendo-o em conserto.

Mantendo-o aberto um para com o outro.

E aberto para Deus!

Então o casamento significa felicidade!

 

David Augusburge (Do livro Livre para Perdoar)

A Seara n° 313, jul/91

"Deus é fiel ainda que não o sejamos"

 

Aos 33 anos, Heloísa Gonçalves Maciel é dirigente de um grupo de louvor na Assembléia de Deus em Marechal Hermes, Rio de Janeiro, RJ.

Mas não é só isso. A despeito de sua pouca idade, ela tem um "currículo" de impacto em sua trajetória como Cristã, e conta aos leitores de A SEARA qual foi o método que Deus usou para transformá-la de crente nominal em uma serva cheia de coragem para testemunhar de seu nome.

Em janeiro último teve oportunidade de permanecer dez dias na Bolívia, visitando, com um grupo de Irmãos, uma missionária sustentada por sua igreja. Ali pôde participar dos trabalhos Evangelísticos feitos junto à população e presenciar o poder de Deus na restauração de muitas vidas. O senhor tem colocado em seu coração a chama ardente por Missões e sua próxima meta é o Chile que pretende visitar, sob a direção de seu Pastor, ainda este ano.

 

Entrevista A Seara n° 313, jul/91

 

SE - Irmã Heloisa, conte-nos a respeito da provação que passou há três anos.

HG - Tudo começou quando meu marido passou a viver um relacionamento extra-conjugal que eu desconhecia. Algum tempo depois eu vim a engravidar, mas só no terceiro mês notei que Maciel estava se distanciando de mim. Inicialmente fiquei atordoada. Eu já tinha um casal de filhos, e não entendia o porquê da gravidez justamente naquela ocasião. Numa reunião de Oração o Senhor disse que eu teria que passar por uma cortina preta, mas que Ele próprio estaria passando comigo, a fim de me capacitar para tanto. E foi dito também que ele esperava que eu reagisse como Jó, não o decepcionando. Na noite daquele instante é como se o mundo estivesse desabando sobre a minha cabeça. Disse ainda que só esperaria a criança nascer para então sair de casa. Só que não foi assim que aconteceu. Ele acabou se envolvendo demais e me abandonou no meu terceiro mês de gravidez.

Para mim foi um choque muito grande, porque eu era dependente dele, não trabalhava fora, e eu o amava muito. Como a moça com quem tinha se envolvido trabalhava no mesmo local que ele, ambos foram demitidos, e com o desemprego do Maciel fiquei totalmente desamparada, e tive que aprender a viver pela Fé. Lembrando-me daquela palavra Divina, senti que mesmo em meio a todas as dificuldades, eu deveria continuar servindo a Deus. Eu sabia que ELE tinha uma obra em minha vida, e se esperava que eu fosse como Jó, naturalmente que deveria ser-lhe Fiél. Se antes já trabalhava para o Senhor, agora eu deveria fazê-lo muito mais, uma vez que já tinha a promessa da Vitória. Estando ainda meu marido em casa, um Irmão foi usado pelo senhor e disse: "Eis que ele voltará". Nós pensamos que fosse loucura, mas logo depois começamos a entender do que se tratava.

SE - E como foi que a irmã conseguiu, na prática, prosseguir adiante?

HG - Através da minha caminhada na obra do Senhor, fazendo visitas, Orando por enfermos, etc., Deus me sustentava, enviando tudo de que precisava. Meu esposo, antes me ajudava muito nos afazeres domésticos, e eu reclamava com Deus porque já não podia contar com sua ajuda. Eu precisava limpar a minha casa, mas a medida que o tempo de gravidez ia passando, essa tarefa ficava cada vez mais difícil. No meu oitavo mês de gravidez uma irmã foi tocada pelo Senhor para ir a minha casa fazer uma faxina. E foi sempre assim. Tudo que eu lhe apresentava como necessidade, ele providenciava. Essa Irmã, inclusive, também foi usada para trazer uma maravilhosa palavra de conforto, coisa que eu precisava todos os dias. A ausência do meu esposo foi algo que me machucou profundamente, e era trabalhando para o Senhor que eu me sentia restaurada, porque sempre recebia palavras de ânimo. Foi dessa forma que tive condições de passar por aquela prova que se arrastou por quase três anos.

Vale lembrar que eu tinha uma esperança muito forte de que quando o nenê nascesse o Maciel retornaria, mas esperei ansiosa na maternidade que ele viesse visitar a criança e nada aconteceu. O sonho de ter meu marido de volta foi desfeito, mas o Senhor sempre trabalhava de forma que eu me mantivesse viva, porque cheguei a desejar a própria morte. Durante a minha gravidez houve vezes em que saí pelas ruas, já tarde da noite, andando sem rumo, sem sono, angustiada, só pensando em morrer. E aí lembrava que dentro de mim existia um ser e por causa daquela vida eu também deveria me manter viva.

SE - De que maneira a irmã passou a aceitar efetivamente o fato de estar grávida?

HG - Eu recebi uma série de irradiações de raios X quando ainda nem sabia da minha gravidez. Isso fez com que eu dissesse para Deus que não queria aquela criança. Eu chorava só de pensar que meu terceiro filho poderia nascer doente. Mas uma Irmã ungida disse que Deus estava me entregando o Salmo 29.9, que diz o seguinte: "A voz do Senhor faz parir as cervas e desnuda as brenhas. E no seu templo cada dia diz Gloria!". Uma outra passagem, trazida por outra Serva do Senhor, também me marcou muito. É a que se encontra no Salmo 127.3-5: "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta". Essas palavras vieram diretamente do Senhor, mostrando que era de sua vontade aquela gravidez. Mas quando passei a aceitar que colocaria outro filho no mundo, o Maciel começou a repudiar, achando que eu lançara mão desse recurso para prendê-lo em casa. O meu bebê, dessa forma, experimentou rejeição de minha parte, inicialmente, e depois do próprio pai. Eu temi pela saúde emocional da criança, mas Deus a poupou.

Gostaria de contar um fato que serve para frisar o quanto meu filho foi e tem sido dádiva do Senhor em meu lar. Perto do meu terceiro mês de gravidez, houve um trabalho de oração em minha casa, realizado por pessoas que não me conheciam. Deus usou alguém e disse: "Brevemente tu terás uma bênção nos seus braços. Será um lindo menino por nome Samuel, posto que será uma bênção na mão do Senhor". Embora eu desejasse que o bebê fosse menina, chorei comovida pela forma como o Senhor estava agindo na minha vida. Logo depois disso, o meu marido, já fora de casa, começou a sentir fortes dores de dente. Seu dentista nada encontrou de problemático e, conversando com ele, perguntou se havia alguma mulher em sua família que estivesse grávida. Ele respondeu afirmativamente, mencionando meu nome. Aquele dentista então explicou que estava ocorrendo com meu esposo em fenômeno natural, quando uma das pessoas da família engravida. Era sinal de que existia uma ligação muito forte entre ele e a criança que ia nascer. Quando eu soube, percebi que tudo aquilo era mistério de Deus e recebi confirmação da bênção que o bebê iria representar para as nossas vidas.

Depois que o Samuel nasceu, meu marido apegou-se demais a ele. Era, de fato, uma criança linda, mais ainda não era tempo do Maciel retornar.

SE - Conte-nos algumas experiências vividas durante a ausência de seu esposo.

HG - Numa certa ocasião, eu tinha saído para fazer Evangelismo com um grupo de Irmãs. Tinha deixado a filha mais velha no colégio e levado comigo os dois meninos, um pela mão e o outro no colo. Eu queria era fazer a Obra do Senhor e meus filhos nunca foram impedimento. No caminho de volta para casa, passamos em frente a um supermercado. Uma das Irmãs de nosso grupo sugeriu que entrássemos e, lá dentro, pegou um carrinho e começou a enchê-lo com mantimento. Eu apenas a acompanhava, mas num dado momento virou-se para mim e disse: "Pegue o carrinho e o complete". Eu fiquei extasiada dentro daquele supermercado, porque na verdade aquelas compras eram para mim. Em minha casa havia apenas um pouco de comida na panela que seria o alimento daquela noite, depois que eu retornasse. Para o dia seguinte nada havia, mas nenhuma daquelas Irmãs sabia desse detalhe. Essa experiência foi tremenda, porque pude conhecer em minha própria vida o Deus que provê. Ele cuidou de mim nos mínimos detalhes.

De outra feita, eu tinha apenas alguns legumes na geladeira e, um pouco ansiosa, Orei ao Senhor dizendo-lhe que no dia seguinte eu faria uma sopa, mas que gostaria de colocar carne nela. Adormeci, e na manhã seguinte recebi a visita de uma Serva do Senhor que, inclusive, esteve sempre ao meu lado, e em cujo coração Deus tinha colocado para levar carne até a minha casa. E não era bife, nem frango, nem carne moída, era carne própria para ensopar! Nós duas nos abraçamos, choramos, e agradecemos ao Senhor pela sua fidelidade.

SE - E como se deu a volta de seu marido?

HG - Nós fizemos uma festinha de aniversário para minha filha mais velha, em que Maciel estava presente. Durante a comemoração começaram a acontecer coisas sobrenaturais dentro do apartamento. Primeiro foi o vidro da janela que quebrou inexplicavelmente. Um dos cacos quase me atingiu, e acabou ferindo o Maciel numa das mãos. Logo depois de termos limpado tudo, as conexões dos canos do banheiro se soltaram sozinhos, causando um vazamento. Foi a maior correria para conter o jorro d'água e enxugar o banheiro já alagado. Havia presente uma pessoa que começou a dar gargalhadas diante do que estava acontecendo. Nós, então percebemos que ela estava sendo usada pelo inimigo; na verdade, o provocador daquela situação. Meu marido também percebeu a anormalidade da coisa e sugeriu que eu e as crianças fôssemos dormir na casa de minha mãe, enquanto que ele passaria a noite ali mesmo. Num momento de sensatez disse ainda que quando eu voltasse no dia seguinte, trouxesse comigo uma pessoa para Orar dentro do apartamento.

Minha mãe foi até a casa do Pastor de sua Igreja e percebeu que ele já havia sido revelando que teria de realizar uma Obra naquele dia. Quando chegamos ao apartamento meu marido estava acamado, com uma febre altíssima, e passou a nos contar quantas coisas estranhas tinham acontecido na noite anterior. O pastor pediu para conversar em particular comigo e meu marido, sem saber de nossa situação conjugal. Ficou claro que ele estava ali realmente dirigido por Deus. Ao ficarmos a sós, o Pastor pediu ao Maciel que fizesse uma Oração de agradecimento por uma bênção recente. Meu marido começou a chorar e, em oração, agradeceu a Deus por ter livrado da morte a nossa filha Gláucia, que nascera desenganada pelos médicos. Nos primeiros anos de sua vida eu sofri muito porque tinha freqüentemente evacuações hemorrágicas, dores nas juntas abdominais, o que fazia dela uma criança raquítica. Na havia esperança de sobrevida para ela, mas Deus nos presenteou com sua cura radical. Foi dessa vitória que o meu marido se lembrou, e naquele momento o Senhor começou a trabalhar em seu coração. O Pastor, embora não soubesse de nada, disse que eu e meu marido precisávamos fazer um Concerto e que nós dois iríamos Orar e não ele. Nós nos ajoelhamos, começamos a chorar e vimos a glória de Deus. Eu, que já me sentia apagada, senti a presença real do Senhor naquele lugar, restaurando as nossas vidas e dissipando todas as obras das trevas que tinham vindo para causar divisão em meu lar.

Gostaria de voltar um pouco no tempo e citar um fato que contribuiu muito para o retorno do Maciel. Em determinado momento da minha luta, já cansada de depender dos outros para o meu sustento, resolvi atender a sugestão de um Pastor no sentido de que eu viesse a trabalhar com as minhas próprias mãos. Diversas circunstâncias foram aparecendo e se encaixando umas com as outras, de forma que eu me vi com um salão de beleza montado. Uma serva do Senhor teve a visão de um baú cheio de moedas, e disse que aquilo representava prosperidade financeira para mim. De fato, para a glória de Deus eu comecei a ter o meu dinheiro e conseqüentemente a dar o Dízimo do Senhor. Tanto meu marido quanto as pessoas chegadas a mim puderam presenciar admiradas o que Deus estava realizando na minha vida. Eu era uma mulher sozinha e grávida, e por causa disso fui muito humilhada e caluniada, mas eles viram o Deus tremendo a quem eu sirvo, que não deixou que eu me prostituísse ou fizesse qualquer outra coisa desagradável aos seus olhos. Apesar de todo o sofrimento, eu vivi com dignidade, e isso foi motivo de honras ao nome do meu Deus.

Em dezembro último completamos 13 anos de casados e eu pude cumprir o voto que fiz a Deus de realizar um Culto em Ação de Graças tão logo o Maciel voltasse para casa.

SE - Faça uma análise desse período turbulento de sua vida, enfatizando o saldo positivo.

HG - Confesso que eu era uma crente nominal. Ia à igreja, mas não tinha firmeza espiritual. Com a enfermidade de minha filha, passei a ter maior comunhão com o Senhor e foi nessa fase que recebi alicerce necessário para suportar tudo o que viria depois. Antes do Maciel sair de casa, portanto, o Senhor me enraizou espiritualmente para que eu não me desviasse dos seus santos caminhos. Hoje eu entendo essas coisas e sei que o meu sofrimento serviu para que o Senhor trabalhasse em minha vida. Depois que o meu marido voltou, e eu me senti aprovada pelo Senhor, comecei a perceber que ele estava trabalhando de uma outra maneira, talvez me preparando para o campo, a fim de realizar uma obra diferente, ainda maior. Eu já tive oportunidade, depois que voltei da Bolívia, de pregar numa igreja, coisa que antes eu não teria condições ou coragem de fazer. Além disso o Senhor também tem despertado em mim mais amor pelas almas e eu acho que essa é uma visão nova como serva do Senhor, que vem como resultado de meu crescimento espiritual.

SE - Que mensagem deixaria para as pessoas que estão tendo problemas semelhantes ao que você já experimentou?

HG - Não volte atrás, em hipótese alguma, porque Deus é fiél ainda que sejamos infiéis. Se Deus lhe fez alguma promessa, estando você em dificuldade, creia que no tempo exato ele há de cumprir. Houve duas pessoas que tentaram me convencer do contrário, de que já havia passado o tempo de meu marido voltar para casa. Eu confesso que às vezes hesitava, mas Deus prontamente restaurava minha confiança nele. Em certa fase percebi que alguns irmãos desimpedidos mostravam interesse pela minha pessoa, e daí comecei a considerar a possibilidade de refazer a minha vida. Uma serva de Deus foi enviada à minha casa e disse: "O Senhor deseja saber se você continua esperando que ELE cumpra com o que prometeu. Se a sua resposta for sim, ele há de te dar vitória, mas se for negativa, não fará o que tem prometido". Era como se eu estivesse sendo sacudida. No mesmo instante respondi que sim, que continuava esperando, pouco tempo depois o Maciel voltou. Por isso eu digo: não vacile, não duvide, porque Deus é fiél.

A Seara n° 313, jul/91

 

ATENÇÃO

 

Se você gostou destas preciosas palavras, como acreditamos passe adiante uma cópia ou empreste estas a outra pessoas.

Gostaríamos também que você nos escrevesse, dizendo-nos a sua opinião ou dando o seu testemunho ou nos solicitando Oração. Escreva-nos para a nossa caixa postal. 08.671-SHS Brasília-DF CEP: 70.312-970 Fone: (61) 9609-4544.

 

 

 

A Bíblia nos diz no livro do Profeta Amós, capítulo 03: vers. 03 "Não andarão dois juntos se não houver acordo entre eles".

O amor é um conjunto de "INGREDIENTES" tais como: Paixão, Amizade, Confiança, mesmos gostos, respeito, consideração, admiração, e, em muito conta também o mesmo nível intelectual ou mesmo nível de formação familiar ou educacional. Sabemos que o Amor Divino do SENHOR JESUS CRISTO Operando pelo Espírito Santo é capaz de superar quaisquer desníveis que possam existir com relação aos itens citados acima: mas a Bíblia nos diz na carta do apóstolo Paulo aos coríntios, cap.14 vers. 33 que "Deus não é Deus de confusão, senão de Paz". E se você buscar fazer uma união, buscar fazer um matrimônio conforme a orientação e vontade de Deus, você jamais entrará numa união onde haverá diferença entre você e o seu futuro cônjuge, pois Deus em sua santidade e, portanto perfeição, irá unir você a pessoa certa e que se adaptará a você e você a ele, o cônjuge.

Se você assume uma união matrimonial sem a direção do Senhor Jesus Cristo, você estará entrando na porta de um dos sofrimentos mais horríveis que existem nesta vida. É claro que o Senhor Deus é infinitamente misericordioso e estará sempre pronto a operar e há de atender as suas súplicas e mudar para melhor o seu matrimônio, mas antes disto acontecer, antes de você obter a vitória através do grandioso poder de Deus, você certamente irá colher os frutos da sua desobediência por não ter feito uma união na vontade do Senhor, pois a Bíblia nos diz na carta do Apóstolo Paulo aos Gálatas cap. 06 vers. 07 "Tudo o que o homem semear, isto ele, o homem ceifará". E se você pode evitar a dor, porque não o fazê-lo? Afinal a Bíblia existe, foi escrita pelas mãos dos homens, mas foi ditada e inspirada por Deus e a santa e gloriosa palavra sagrada, a Bíblia é o livro mais vendido em toda a face da terra. Não é o livro do homem mais culto, do homem mais sábio, do homem mais rico que é o mais vendido e sim a Bíblia, através da poderosa mão do Senhor Deus; como prova da insistência do Senhor Deus para que o homem procure saber dele Deus, qual seja a sua orientação e vontade. E não se deve ter vergonha em se ter uma Bíblia, pois o Senhor Jesus Cristo disse e diz no Evangelho de São Marcos no cap. 08 vers. 38 que "Aquele que se envergonhar dele Jesus e da sua palavra naturalmente, aquí nesta curta vida, ele o Senhor Jesus, haverá de se envergonhar desta pessoa diante de Deus no dia do grandioso julgamento final que acontecerá muito em breve e em outras situações".

Numa união sem Deus, quando a "paixão" chegar ao fim, aparecem aos olhos dos dois as diferenças, pois não havia na união igualdade e sim desigualdades que até então estavam ocultas pela paixão carnal ou pelo "amor Eros".

Procure hoje mesmo saber qual seja a vontade gloriosa de Deus para a sua vivência e tudo irá sempre bem. E, se você já casou-se sem a direção do Senhor dos Senhores, então procure o seu socorro urgente, pois o seu precioso sangue derramado na cruz do calvário, nos purifica de todo o pecado. Amém?!

 

(Este texto foi dado por Deus e é passado a você, pois Somente Cristo Jesus Salva).

 

ROBERTO HENRIQUE DOS ANJOS

Endereço para correspondência:
Caixa Postal: 08.671 - S.H.S.
Brasília-DF - Brasil - CEP : 70.312-970
Fone: (61) 9215-5742
Ofertas / Doações / Contribuições:
Favor contactar o autor, por e-mail ou correspondência


e-mail: robertototti10@hotmail.com

 

 

Atenção: PROIBIDA A VENDA DESTA APOSTILA. PERMITIDA A REPRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.

"DAI DE GRAÇA AQUILO QUE DE GRAÇA RECEBESTES" (MATEUS 10:08-B)